segunda-feira, 29 de junho de 2009

Ok, vocês venceram!

Nunca fui tão ofendida, criticada e ameaçada como no poste anterior!
O que aconteceu com esse povo eu sinceramente não sei. Parece que a mídia obsediou todo mundo, fazendo com que todos acreditem que MJ era um tiozão corretinho e virgem.
Não demora muito e alguma beata reprimida que dançava Thriller peladona no banheiro na frente do espelho vai querem santificar o cara.
Eu ein. Há quinze dias ele era o maluco comedor de criancinhas, hoje ele é o Rei do Pop. Mediocridade e Hipocrisia não é comigo não colega. Eu defeco e me locomovo pra morte dele SIM.
Desculpa, mas essa é a minha opinião, e cada um tem a sua, certo?

Sexta-feira eu estava LOUCA pra ver o "Globo Repórter Especial Michael Jackson". Tudo pronto, travesseiro no sofá, edredon... Até que todos foram dormir eu eu fiquei completamente solitária e angustiada. Pensando somente no momento em que eu abriria meu guarda roupa e tchan tchan tchan tchan. Estaria ele, o tiozão inocente, o olho de sapo assustado, o branquelo charmoso, sim, Michael Jackson em pessoa, ou melhor, em fantasma. Com aquele cabelo de formol e vozinha infantil, pronto pra me devorar.
Fui dormir com o coração na mão, juro! Falei tão mal do cara que é bem provável que ele queira vir puxar meu pé a noite. Eu é que não vou dar bobeira né? Apesar que eu sou menina, e acho que ele não gostava muito da fruta, se é que vocês me entendem.
Enfim. Perdoe-me fãs instantâneos do Rei do Pop. Prometo que esse será o ultimo poste em que falo a verdade mal dele. Não queriam ver terra na minha boca. Eu sou do bem!

E para os sábios e sensatos com recheio pulsante no cérebro que se interessem em saber porque eu puxo tanto o saco do CQC. Não percam! Hoje, 22:15h (logo depois de Caminho das Índias), na Band.

Beijo nas têmporas.

O que Michael Jackson disse quando chegou no céu?
Cadê o menino Jesus?
(Ok, essa foi péssima)




Amém!

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Antes ele do que eu.


Michael Jackson foi comer cenoura pela raiz, vestiu o paletó de madeira, acordou com as formigas, bateu as botas.
Pois é galera, ele MORREU.
De quê ninguém sabe. Infarto? Câncer no nariz? Gripe suína?
Mas a minha ficha ainda não caiu. Não que eu gostasse do cara, muito pelo contrário, eu o achava bem esquisito e tinha certo medo dele, mas ninguém pode negar que ele era BOM no que fazia, a música quero dizer.
Aos 11 anos ele já era profissa, cantava bem pra burro e tinha aquela dancinha que eu sempre tentei, mas nunca consegui fazer igual.
Com tanto talento, acabou ganhando rios de dinheiro, e estuprando menininhos inocentes.
Mas uma pergunta fica matutando na minha cabeça sempre que falo dele: O que leva uma pessoa a fazer as coisas que ele fez?
O nariz (que nariz?) deformado, aquele furo, ou melhor, cratera no queixo, aquela pigmentação quase fluorescente... Cara, ele fez plásticas até no buraco do fiofó!

O que será que ele sentia quando se olhava no espelho e via aquele monstro?
Na minha opinião – que , sejamos sinceros, não vale porcaria nenhuma – o talento dele meio que se apagou em meio a tanta polêmica. Na geração de hoje, por exemplo, quando falamos em Michael Jackson, só conseguimos nos lembrar daquele cara branco que nem leite, com um nariz deformado e que come criancinhas (Inclusive o Macaulay Culkin, ator principal do filme mais legal de todos os tempos: Esqueceram de mim!). Apagaram quase que completamente da memória do povo, o artista talentoso, o cantor da voz incrível e o dançarino de primeira.

Gosto quando minha mãe começa a me contar da época dela, onde Michael Jackson era um exemplo. Uma pena é saber que agora que ele desencarnou todos vamos lembrar as coisas ruins, mesmo a mídia fazendo um esforço danado pra colocar clipes e fazer uma retrospectiva da sua carreira visando apenas mostrar o lado bom. Minha bisavó dizia “Depois que morre todo mundo vira santo”, e atualmente ele é a prova viva, ou melhor, morta, disso.
Esse blog não foi feito pra puxar o saco de ninguém além do CQC (Te amo Felipe Andreoli!), e sim pra falar o que ninguém tem coragem, por isso eu falo mesmo: Eu acho o falecido um verdadeiro IDIOTA, pior que ele só os afro-descendentes que mesmo ele tendo negado a raça, continuam puxando o saco do cara, até depois de morto. Fala sério, ele abusava de criancinhas!

O talento dele é inegável, mas do que adianta tanto sucesso, tanto dinheiro?
Michael Jackson vai em paz meu filho porque você vai ter muita coisa pra pagar lá em cima.
Beijo e não me liga não.

domingo, 21 de junho de 2009

A mosca de Obama

O Obama matou uma mosca.
E o que eu tenho a ver com isso?
Tudo bem, o cara foi rápido e certeiro como um ninja, e sem perder a concentração na entrevista sobre as novas medidas para a economia dos EUA, armou o bote com as mãos e...

PAFT.
A mosca desencarnou.
Eu particularmente nunca matei uma mosca, e acredito piamente que a agilidade necessária para tal feito seja uma qualidade apenas para pessoas com o QI acima da média. E vamos combinar, o Obama foi formado em Harvard, é o primeiro negro presidente dos Estados Unidos e desbancou o Brad Pitt como o cara mais estiloso do mundo.
E o que eu sou? Uma garota de 17 anos, no terceiro ano do ensino médio que ficou com 66 de média em química e adora matar aula de biologia.

Moscas não precisam ter medo de mim.
Quando eu era menor, ia passar as férias em Mambucaba com a família do meu padrasto e uma das brincadeiras preferidas das crianças sempre foi “prender a mosca no copo”. Eu era a mais velha e isso me daria certa vantagem certo?
Errado. Eu era a única inútil que não conseguia realizar tal feito.
Perto da minha casa tem um terreno baldio que mais parece a mata atlântica e isso garante o surgimento de muitos mosquitos e pernilongos sugadores de sangue dentro da minha residência. Todos os dias á noite minha família vira praticamente Os Incríveis lutando contra os monstros sanguessugas e eu sou a única que fico com os olhos fechados dentro do cobertor no cantinho do sofá esperando a dedetização.
Isso nunca me incomodou e a frase da minha vida é: “Não sou capaz de fazer mal nem a uma mosca”. Meigo não? Só que ser obrigada a ver, todos os dias, em todos os jornais, revistas e programas humorísticos a agilidade sobrenatural de Barack Obama é FDO (Rosana entende). Parece um complô contra a minha pessoa.
E daí se ele matou a mosca? Quem se importa se ele é o presidente dos Estados Unidos? Não to nem aí se ele é o cara mais estiloso do mundo. E não ligo à mínima se a mulher dele usa aquelas roupas horrorosas e todo mundo diz que são lindas.
Eu não tenho medo de barata, sou a representante da minha turma na escola, tirei 100 em geografia, tenho um twitter, vejo CQC e tenho uma paixão avalassadora pelo Felipe Andreoli.

Vai encarar?

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Nando Reis, abre o olho rapaz.

Demorei pra aparecer por um motivo nobre: Ódio. MUITO ódio.
Não sei o que tá acontecendo comigo mas estou uma pilha de nervos. TUDO, absolutamente tudo me irrita. E se já não bastasse eu acabei de descobrir que eu sou uma pessoa ciumenta, possessiva, chata e chiclete. Sou mesmo, eu assumo.

Pra piorar a minha situação eu tenho que fazer o melhor trabalho da escola sobre astronomia pra ganhar uma viagem e eu estou sem criatividade NENHUMA.
Já pedi pra minha mãe marcar um médico pra mim. Preciso de um calmante urgentemente.


Enfim, vamos ao post propriamente dito que é sobre:
NANDO REIS.
Sim, aquele cantor ruivo e barbudo, que tem umas músicas legaizinhas e já fez parte do grupo Titãs.
Bom, Eu amo as músicas deles, amo a voz dele, amo o estilo dele, enfim, eu o amo.
Esses dias fiquei sabendo que ele gravou seu mais novo CD com o título "enigmático" Drês.
Só que como eu sou fã do cara e sei bastante coisa sobre sua história, seus discos e sua vida pessoal, o título não tem nada de secreto pra mim.

Bom, até onde eu sei, Nando Reis namorava a publicitária Adriana Lotaif.
Por algum motivo do além o romance não deu certo e cada um seguiu o seu caminho. Ou melhor, ela seguiu o seu caminho por que o cara continua lá, ligadão nela.
O disco 'A Letra A' de 2003 foi feito pra ela. Aí a gente pensa: ", legal, o cara fez um disco pra mulher amada". Realmente, muito legal, se parasse por aí.
Mas não foi isso que aconteceu.

E 2006, Nando lançou 'Sim e Não', que assim como o anterior, também foi feito pra Adriana.
Como se já não bastasse, em 2009 aí está Drês, que não significa "Drogas, Sexo e Rock'n Roll" como algumas pessoas pensam e sim a junção do apelido DRI e o número TRÊS. Terminando assim (eu espero) a trilogia de cds para a amada.
Esse cd contém 3 músicas que são feita explicitamente para ela: "Hi, Dri", "Driamente" e "Drês", a musica-título. Que faz o balanço da relação com Dri: “Atravessamos a ponte/ E rio sumiu sob o véu”.

Bom, o que me deixou indignada nisso tudo é que ela não é NAMORADA dele, e sim EX. Eles terminaram. Acabou. Não estão mais juntos. E o cara continua lá, fazendo cds pra ela, perdendo tempo compondo músicas, sofrendo e chorando por amor. Fala sério, será que ninguém pode chegar nele e falar:

ABRE O OLHO CARA! VÁ VIVER A TUA VIDA, DEIXA ELA PRA LÁ. MULHER É IGUAL BISCOITO, VAI UMA E VEM 18. DEIXA DE SER BESTA, MULHER É BICHO CRUEL. ELA TE DEU UM PÉ NA BUNDA, AGORA É A SUA VEZ, SE VINGA DELA SEU BESTA!

Temos que abriu o olho do cara, mêo.
Tenho pena do Nando. Tipo, ele nem me conhece, mas eu já o considero meu amigão sabe? E po, se ele quiser, eu to aqui, pra ouvir os problemas dele, ajudar, abrir seus olhos.
Sério Nando, conta comigo. Eu sou legal, leio muitos livros, ouço boas músicas e agora tenho um twitter.
A Adriana não te merece. Você é bom demais pra ela. Segue em frente camarada, a fila anda.

Beijo, não chora não que a vida bela.

domingo, 14 de junho de 2009

A triste história de Babi Xavier.


Até ontem eu era completamente contra o novo reality show da Record, essa tal "A Fazenda" aí. Achava um saco, desde os comerciais, até a abertura, quando decidi que não perderia meu tempo vendo. Só que ontem, depois de ler o blog do Vitor eu resolvi dar uma segunda chance, sem me empolgar muito já que eu tenho uma forte propensão a me viciar em programas/novelas/realitys/séries extremamente ruins.
Acabou "Caminho das Índias" a segunda pior novela do mundo que eu adoro, e coloquei na Record, pra dar uma “espiadinha” como diz Bial.
No primeiro momento eu senti medo, muito medo, fobia, PAVOR daquele Théo homem cobra Becker.
Que o homem tem problema mental é um fato verídico, mas eu fico imaginando que autor de novela vai querer contratar um psicopata, agora que o papel que ele realmente conseguia fazer, e muito bem por conta das semelhanças entre o ator e o personagem, o homem cobra, morreu.
Acabou a briga do homem cobra com o Jonathan policial do DEPECOM e começou uma festinha hippie bem estranha. Eu tava lá, tranquilona, assistindo aquele programinha besta, até que a Babi doutora Juli Di Trevi Xavier começa a conversar com o homem cobra sobre um suposto romance entre ela e aquele modelo desconhecido que tem a cara feia pra cabrunco, o Miro.

Bom, eu não vejo o programa, então eu precisei prestar muita atenção pra conseguir compreender o que a Babi dizia, e pelo que eu entendi, ela deu uns pegas nesse modelo, só que ele só queria se divertir e ela estava a procura de um amor pra toda vida, ele viu que os interesses dele não correspondiam com os dela e deu um pé na bunda da coitada pra cortar o mal pela raiz. Até aí tudo certo, isso acontece nas melhores famílias, só que o X da questão é que a Juli de Trevi não aceitou o toco que recebeu e começou a falar com o psicopata que não consegue entender o porquê do fora, culpa a mulher samambaia, chama o Miro de infantil, e blábláblá. Aí o Miro chega, ela começa falar que ele foi influenciado pela mulher samambaia, que ele não era assim, que não aceita, e pã. Aí ela vira as costas pra ele, aí volta, e ele vira as costas pra ela e ela começa a fazer voz de choro com o homem cobra que tava lá fazendo não-sei-o-que. Ao invés de ela ir dormir, ela vai lá, pede desculpas ao modelo, e ele diz que eles precisam conversar. Na tal conversa ela começa a repetir tudo que já disse, se estressa e o programa mal editado corta a briga e mostra a careta do Brito Júnior novamente.
No dia seguinte, ela acaba descobrindo que o Miro, o modelo desconhecido, tem uma ex namorada lá fora. Pronto, quebrou o coraçãozinho da coitada.
Bom, eu como mulher posso dizer com todas as letras que a Juli, digo, a Babi está caidinha pelo Miro, isso é fato e não tem discussão, mas o cara não quer mais ficar com ela, enjoou, não gostou, ou simplesmente não quer e ponto final. Mas o que me deixou mais irritada é a besta da Babi correndo atrás do cara, caramba, ela tem quantos anos? 14?
Eu sei que ela nunca vai ler isso aqui, mas eu tenho um recadinho pra dar:
MINHA FILHA, DEIXA DE SER BESTA! ELE NÃO TE QUER, VOCÊ BEIJA MAL, TEM BAFO, E É UMA MUTANTE. PROCURE UM CARA QUE GOSTE DE VOCÊ DO JEITO QUE VOCÊ É, REPTILIANA OU NÃO.
Pronto, falei.

P.S.: Gostaram do novo Layout né? Foi o Thiago que fez. Eu dei a minha senha pra ele e até agora não apareceu nenhum “SOU PUTA” ou “MICOMA” no meu Orkut. Ele é um cara confiável.
P.P.S.: Fiz um twitter. Não entendi até agora pra que serve, mas to gostando. Já to seguindo todos os meninos do CQC. I Love you, Felipe Andreoli. Yo te quiero.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Oh vida tirana, oh vida cruel




HOJE É O DIA DOS NAMORADOS.
Dia de ganhar presentes e retribuí-los com um grande sorriso no rosto, de ligar a TV e ver apenas comerciais de lojas fazendo o seu merchant barato pra você gastar todo o seu money suado, de sair à rua e ver em todas as vitrines desenhos de corações vermelhos e banners de casais se beijando.
Mas euzinha, toda bonitinha, particularmente, odeio o dia dos namorados. E não é por que eu não tenho um. Ta é por isso também, mas fala sério, essa é a invenção mais tosca do capitalismo. Será que essa gente besta que gasta uma grana preta pra comprar presente pro namorado cafajeste e pra namorada piriguete não vê que a mídia está os influenciando? Eu até gosto do capitalismo em alguns aspectos, mas em outros eu fico completamente irritada. Por um lado eu entendo os comerciantes querendo faturar em cima dos palhaços, mas por outro eu fico indignada.
A vida seria muito mais fácil se só víssemos o que queremos ver. Tipo, eu tenho um namorado e sou feliz, então, quando eu sair de casa, dentro do meu campo de visão só terá desenhos de corações, ursinhos de pelúcia sorridentes e casais apaixonados fazendo juras de amor eterno. Mas se eu sou uma solteirona encalhada, por onde eu olhar só verei propagandas que me incentivem a pegar geral na balada e rebolar até o chão ao som do pancadão.
Simples assim. Mas nãããão, as coisas têm que ser difíceis sofridas e torturantes.
Ontem uma amiga me ligou para irmos ao cinema hoje. VÊ SE PODE? Ao cinema! Duas solteiras dentro de uma sala escura e gelada com uma tela enorme e vários casais se amassando na cadeira desconfortável.
Que programão! Disse que não ia por que estaria muito ocupada comendo meu brigadeiro, e ouvindo Fresno trancada no meu quarto.
Ao contrario do que vocês provavelmente estão pensando, eu sou feliz solteira. Ninguém pega no meu pé, posso ficar até tarde na frente da escola batendo papo com meu amigos, posso usar a roupa que eu quiser e não devo satisfação a homem nenhum. Mas essa data me deixa assim, estranha.
Ontem eu estava um saco. Dei fora em todo mundo que vinha falar comigo, isso quando eu perdia meu tempo respondendo. Hoje eu acordei 13:00h e coloquei na Record pra ver Ponto de Luz, um programinha tosco da igreja universal me dê dinheiro e vá pro céu. Achei interessante porque me identifiquei com a mulher da historinha que passa no início, só que aí começaram a dizer que eu estava assim por que tinham feito macumba pra mim, e era pra eu levar uma lâmpada da minha casa pra catedral da fé pra tirar esse encosto. Eu ri.
Desliguei a TV e agora estou aqui, decidindo se devo levar a lâmpada da sala ou do meu quarto.
O que vocês acham melhor?
Tudo bem, eu estou parecendo uma gordinha tensa que nunca foi beijada.

domingo, 7 de junho de 2009

Banalização do Palavrão

Toda quarta-feira eu tenho aula de história do Brasil e essa semana a professora resolveu fazer com a turma uma linha do tempo. Tudo o que aconteceu no Brasil desde a sua independência.
Se você fizer essa dinâmica chegará à mesma conclusão que chegamos: O brasileiro sempre lutou por liberdade. Liberdade latifundiária, liberdade política, liberdade de expressão, enfim, o maior sonho do brasileiro sempre foi ser livre.
Hoje vemos que a tal liberdade chegou. Mulheres e jovens podem votar em quem bem entende, podemos ouvir a música que nos der na telha, e podemos xingar a igreja católica de todos os nomes feios que quisermos. Legal né? Pode até ser. Mas um fato em particular chamou a minha atenção: A banalização do palavrão. É isso mesmo que você leu o palavrão: Porra, caralho e derivados.
Se fizermos uma linha do tempo da história do palavrão no Brasil veremos que nos tempos remotos e primórdios – na minha opinião pelo menos, já que nasci em 92 – dos anos 70, quem falava palavrão eram os hippies.



Aqueles caras maneiros que não tomavam banho desprezavam o capitalismo e andavam com o sovaco e adjacências cabeludos ouvindo Janis Joplin e Jimmy Hendrix.

Se pegarmos um livro escrito nessa época por um ex-cabeludo encontramos vários palavrões escritos lá e isso era cool.
Às vezes minha mãe solta sem querer um ‘porra louca’ ou um ‘putisgrilo’ e eu acho, tipo assim, o máximo. Naquela época, falar palavrão era ser contra os valores tradicionais impostos pela sociedade hipócrita, os hippies eram críticos e contestadores, lutavam contra o racismo, e o preconceito. O palavrão naquela época não era solto por que você pocou o dedinho na mesa da cozinha, ele tinha um porquê, um ideal.
E a coisa foi caminhando, o tempo foi passando e os palavrões se omitindo.

Diretas já, Tancredo Neves morreu, Collor foi cassado, FHC dominou o mundo,

e o povo brasileiro conquistou a tão sonhada liberdade. E com ela chegou o funk, os morros cariocas, o tráfico, as drogas ilícitas, e a papagaiada brasileira. E o palavrão deixou de ser
a língua dos idealistas pra ser a dos bandidos safados e ladrões.

Com o tempo, os hippies se dissiparam no espaço. Nos anos 90, legal era ter grana no banco suíço e usar terno e gravata. O SENAC abriu o curso de depilação e junto com os pelos, os palavrões foram ficando cada vez mais raros.
Se você escrevesse um palavrão na aula de português você era repreendido e levado á direção por mau comportamento. Lembro-me como se fosse ontem quando um amigo meu na 3ª série mandou um moleque filho de uma égua que se achava o maioral por que sabia fazer frações tomar no cu. Caramba, meu amigo nunca mais deve ter dito um palavrão sequer no resto da vida dele devido a ignorância da diretora ao perceber que um menino de 9 anos sabia o que era um cu, e que podia tomar nele.
A liberdade chegou, e não sabemos usá-la. O palavrão deixou de ser sinônimo de luta, pra ser sinônimo de merda, de bosta, de cocô.
Faz o seguinte, sobe no morro e da um pulinho lá na boca. O que você mais ouve é ‘Porra fulano fudeu com o meu bagulho caralho’. Cadê a luta pelos ideais? Cadê a guerra contra o capitalismo? Cadê a rebeldia séria e concreta? Sumiu, escafedeu-se.
Chegou a hora de dizer não à banalização do palavrão e sim à porra inteligente, ao caralho bem escrito, e ao foda-se idealista.
Boca sujas unidos, jamais serão vencidos, porra!

Procura-se um merda


Desde a primeira vez que eu ouvi falar sobre o concurso no programa da Xuxa para seu novo filme, eu fiquei bem entusiasmada. Primeiro por que eu já li o livro O Fantástico Mistério de Feiurinha, que será o roteiro no novo filme e gostei muito, e segundo por que seria uma ótima oportunidade pra descobrir novos talentos. Enfim, eu deixei o meu soninho das manhãs de sábado de lado pra poder ver o tal concurso. E parecia ser tudo muito bem feito sabe? Escolheram não só pela beleza, mas pelo talento dos candidatos e isso me surpreendeu muito.

Mas desde o primeiro dia um menino em particular havia chamado a minha atenção. Não só pela sua beleza estonteante, mas pelo carisma, o jeitinho, a simpatia, e principalmente o porte de príncipe que o moleque tinha. 15 anos e todo aquele jeito de homenzarrão bonitão e talentoso. Era o Duam clone da Xuxa.
O cara me deixou de queixo caído quando eu vi o primeiro teste dele na segunda semana. Caramba, além de todas as qualidades descritas acima, o garoto era bom cara! Sabia atuar, improvisar, e cativar. Sem dúvidas o Duam era o meu preferido.
Outro que me deixou bem balançada foi o Heslander.
Não só pela história de vida, por que eu achava que era um concurso sério e ninguém ia ganhar ali por ser mais pobre e mais sofrido, mas porque o cara tinha uma manha, um jeitinho mineirinho encantador. Nome de príncipe, sorriso de príncipe... O cara era um príncipe, sem tirar nem pôr.
E tudo estava caminhando do jeito mais sério e honesto possível. O Duam, era sempre o primeiro nome citado e ninguém tinha o que falar mal dele. Afinal, iam falar o que? E o Heslander, apesar do preconceito e de ficar meio travado nas cenas, era bom também e continuava na disputa. Mas semana passada, eu fiquei pra morrer.
Duam fez a cena espetacularmente bem. E foi o primeiro escolhido. Estava bem claro que só teriam 2 candidatos na final e eu estava bem confiante no potencial do Heslander pra competir com o meu preferido. Até que eu ouvi em alto e bom som um nome que não era o do Mineirinho.
BERNARDO.
Caramba, eu levantei do sofá num pulo e dei o maior gritão: COMO ASSIM?
Esse tal Bernardo aí... Tudo bem, o garoto era bem bonito, tinha estilo, e aquela pintinha dele era o maior charme, mas como eu comentei acima, eu imaginava que esse concurso era SÉRIO, HONESTO e acima de tudo, JUSTO. E eu sei, eu nunca atuei de verdade e nem nunca fiz curso de teatro, mas qualquer leigo consegue enxergar que o Bernardo não é de nada. O menino é afobado e lerdo ao mesmo tempo. Não conseguia se concentrar nas cenas e sempre esquecia o texto.
Como ele foi pra final? Não pergunte pra mim.
Eu só consegui ficar mais calma quando os jurados disseram que o Heslander também ia ter uma chance porque ele tinha potencial e capacidade de competir com os dois.
Eu assumo: Eu não votei em nenhum dos três. Eu preferi ser imparcial. Deixei a peteca na mão da galera e dos diretores que os julgariam na final e preferi não opinar.
Hoje eu acordei 10:30, liguei a TV e esperei. Eu estava confiante na capacidade do Duam de vencer esse concurso. Ele era bom de verdade e todos iriam conseguir ver isso.
A primeira cena era MICRO. Já começou mal por aí. Eu imaginava que como era a final, eles iam colocar uma cena bem elaborada, um texto grande que realmente desse pra avaliar direito a atuação dos três candidatos. Mas não, colocaram um texto super pequeno de nada mais que 4 linhas pros meninos decorarem e mandarem ver lá na frente.
O primeiro foi o Bernardo. Foi podre como todas as outras cenas que ele havia feito. Ate ri no final. Depois veio o Heslander. Também não foi muito bem, mas já era outro nível, comparado com o primeiro. E aí chegou a vez do Duam.

O menino ARRASOU!

Soube levar a cena com jeitinho de profissional. Improvisou, deu uma mudada legal, enfim, foi ótimo.
E aí chegou a vez dos jurados votarem em um, o primeiro a ser eliminado da competição. Denise minhas novelas não prestam Saraceni já começou mal. Disse que Duam estava nervoso e que isso prejudicou o andamento da cena. E aí eu me pergunto: que cena? Aquelas 4 linhas de um textinho mal escrito onde nem o ator original soube fazer? Só aí eu já fiquei P. da vida. E aí ela tirou o Duam.
Simples assim. Caramba é impossível demonstrar em palavras o ódio que eu senti quando ela disse que ia tirar ele, o melhor ator entre os três. Mas aí eu pensei: Po, ela é feia né? Deve ter inveja do moleque, só porque ele é bonito e se ele dirigir uma novela vai ter muito mais audiência do que as dela (Vamos esquecer a minissérie Queridos Amigos, que eu sou obrigada a confessar que foi perfeita).
Aí a Xuxa abriu o envelope pra ver quem o público eliminou. E por incrível que pareça, FOI O DUAM! Caramba, se eu disser que fiquei indignada vai ser muito pouco. Mas ele ainda tinha chance. O Jorge olhem para minha bunda Fernando estava lá e ia saber contornar a situação. Mas ele não quis opinar e resolveu puxar o saco da feia e TIROU O DUAM DA COMPETIÇÃO. Cara, eu chorei. Serio mesmo, as lágrimas desceram dos meus olhos sem que eu pudesse impedi-las. Eu não consegui acreditar que aquela sacanagem tava acontecendo diante dos meus olhos, ao vivo, na TV globo. Daí pra lá, eu já ia enxergar a competição de outro modo. Aquilo ali era uma tremenda injustiça e ponto final.
E eu fiz uma promessa. Se o Heslander não ganhasse, eu não veria o filme nem que me pagassem um milhão de dólares.
A segunda cena era boa. Grande, com início meio e fim. Bem escrita, emocionante. Não poderia culpar a cena agora. O primeiro foi o Heslander. Ele foi bem. Não foi: MEU DEUS, COMO ELE ATUOU PERFEITAMENTE BEM. Mas foi legal.

Chegou a fez do Bernardo. O início tava até aceitável, mas aí do nada ele parou. Tipo, a cena tava pela metade e ele parou. Ficou olhando pra Giulia como se tivesse dizendo: Caramba me tira dessa enrascada, eu tenho olhos azuis e meu cabelo é bom, eu tenho que ganhar. E aí ele continuou.

Que ele não tem nem capacidade de decorar um texto é FATO. Mas o pior foi o ver gritando pra quem quisesse ouvir quando a cena terminou que ele era um burro mesmo e tinha esquecido o texto. Nem contornar a situação o menino sabia.
O Heslander ia ganhar, é lógico. A feia nem pensou e deu o maior gritão: BERNARDO. Eu só não quebrei a TV por que minha mãe tava na sala. O público votou no Heslander. O Bundudo votou no Bernardo. A platéia com a diferença de 3% escolheu o mesmo. E ele ganhou a competição. E aí eu desliguei a TV e fui pra conzinha cheia de ódio no coração. Bebi um copo d’agua e voltei. Quando liguei a TV novamente o Dennis o pimentinha Carvalho disse a seguinte frase: ‘Se empatasse eu ia votar no Bernardo mesmo’. Pronto, me decepcionei com 3 diretores em menos de duas horas.
E agora várias coisas vêm na cabeça do sujeito: Esse concurso era balela? E o preconceito onde fica nisso tudo?
Sinceramente, eu não pensei que esse concurso teria esse desfecho absurdo, por que se eu tivesse uma leve impressão eu não teria perdido meu precioso tempo vendo, como não perderei pra ver o filme.



quarta-feira, 3 de junho de 2009

Mexeu com CQC, mexeu comigo.


Eu gosto de CQC.
Ta, eu gosto muito de CQC.
Tudo bem, eu sou completamente fanática, fissurada e viciada.
Cara, eu acordo todos os dias às 6 da madrugada e não durmo à tarde, mesmo assim, toda segunda eu estou lá, sentada no sofá esperando ansiosamente o momento em que eu verei mais uma vez os rostos dos caras mais inteligentes, legais, fofos e tchuqui-tchuquis da TV brasileira.
O Brasil tava precisando disso sabe? Gente disposta a falar mesmo o que vê, e não ficar tentando omitir todos os problemas, todas as sacanagens, que acontecem por aí. Os caras sabem nos manter informados de uma maneira engraçada, simples e agradável. Enfim, Custe o Que Custar é o melhor programa do universo. E não tem discussão.
Bom. Na minha sala de aula, só três pessoas, contando comigo, assistem CQC. O resto são defensores do Pânico, o programa mais besta que eu já vi em toda a minha vida. Nada contra quem assiste, nem aos apresentadores, que isso fique bem claro, mas fala sério, é apelação total.
Mulher de biquíni, humor ridículo, e aquele momento Amy Winehouse? Caramba há coisa mais idiota que isso? Sinceramente, não sei como um programa desses consegue ter audiência, fala sério.
Continuando. Toda terça feira eu chego à escola eufórica, querendo contar tudo o que aconteceu, qual foi a idiotice que o Marco Luque falou, como os políticos reagiram às indiretas do Danilo Gentilli e como o Rafael Cortez e o Felipe Andreoli estavam lindos. Normalmente, ninguém me dá muita atenção sabe? Ouvem sem dizer uma palavra e quando veem que eu terminei, mudam de assunto sem fazer um comentário sequer. Só que ontem, uma aluna que eu chamarei aqui de Flávia, fez o seguinte comentário com a menina que sentava ao seu lado, alto o bastante para eu ouvir:

Flávia: Esse pessoal aí do CQC que a Ulli ta falando, foi processado.
Menina do lado: Sério?
Flávia (se achando a rainha da cocada preta): Aham. Eles chamaram umas atrizes pornôs de prostitutas e elas fizeram questão de processar o programa.


Cara, eu tive que ser muito forte pra não voar do pescoço daquela garota, sério mesmo. Porque EU VI esse dia!
Mas, vamos encarar os fatos: O que três mulheres praticamente nuas, numa boate onde a atração principal é sexo explícito, gravando um cd que de música agradável aos ouvidos não tem neca de catibiriba e que fazem esse tipo de filme com vários homens desconhecidos por dinheiro são, minha gente? Executivas? Advogadas? Médicas? Freiras? Não, nada disso.
Sejamos sensatos: uma coisa dessas não pode manchar o nome de um programa tão esclarecedor e bacana como o CQC. Está mais do que óbvio que o que essas moças querem é ganhar fama e dinheiro em cima disso e divulgar o cdzinho de merda delas. Falo mesmo, não to nem aí.
Espero que quem estiver lendo isso ao invés de ver a verruga da Sabrina Sato no domingo, mude pra globo e veja a Patrícia Poeta. Tenho certeza que você vai ganhar muito mais. E por favor, não faça que nem a Flávia e saia falando por aí o que você NÃO SABE.
Eu desafio quem estiver lendo, a ver segunda-feira CQC e depois me falar o que achou. Se você tiver um cérebro em funcionamento, vai gostar muito.
Atrizes e cantoras é o caramba né? Já passou da hora delas arrumarem uma trouxa de roupa pra lavar ao invés de ficar desvirtuando os pré-adolescentes.
Ih, to estressada.



terça-feira, 2 de junho de 2009

Y soy rebelde!


Já fazia um tempo que eu estava procurando alguma atitude rebelde, alguma coisa bem louca pra eu fazer.
Bom, eu não tenho coragem de pôr tatuagem, porque a) eu mudo de idéia MUITO fácil e ia acabar enjoando na primeira semana, b) eu ainda não encontrei nenhum desenho que eu realmente goste c) eu tenho amor à vida, e eu tenho certeza que se eu aparecesse com uma tatuagem em casa, aos 17 anos e sem permissão, eu já poderia me considerar com garota MORTA. Enfim, nada de tatuagem.
O que me restou então foi a opção do piercing. Eu colocaria no nariz, o furo é pequeno, se minha mãe me mandasse tirar, no outro dia já teria fechado o furo, e etc.
Simples e rápido certo? Certo nada.
O primeiro problema apareceu quando eu disse: “Vou furar no lado da franja né? Eu só tiro foto desse lado, se eu furar do outro ninguém vai ver”. Uma decisão lógica e sensata. Só que algum ser com distúrbio mental seríssimo inventou a coisa mais idiota que eu já havia ouvido em toda a minha vida:
MULHER TEM QUE PÔR PIERCING NO LADO DIREITO, E HOMEM NO LADO ESQUERDO.
E o lado que eu pretendia furar era – advinha qual? – o esquerdo. Fui metralhada por ameaças de todas as maneiras, as pessoas diziam a todo o momento que eu ia ficar ridícula com o piercing no lado esquerdo, que sentiria vergonha de andar comigo na rua etc e tal. Fiquei com muito medo. Mas vamos encarar os fatos: Eu simplesmente NÃO PODIA furar o nariz do lado direito por que esse meu lado é, digamos, meio diferente sabe?
Todo mundo tem um lado do corpo diferente do outro certo? Pois bem, o lado direito do meu rosto é um pouco diferente do esquerdo, e é bem esquisito. Por isso, depois de ouvir a opinião de várias pessoas, acabei não ouvindo de fato ninguém e decidi que furaria no esquerdo mesmo, não estava nem aí com nada, o nariz é meu e ponto final. E as indianas furam no lado esquerdo cara (Informação dada pela digníssima Nikole Vogel). Iria ficar simplesmente lindo com a minha bata da Maya.
Cheguei em casa depois da aula, me arrumei, e fui com uma amiga, a Bianca. Pegamos uma van pra irmos ao centro. Dentro dela encontramos um amigo nosso e tivemos o seguinte diálogo:

Ulli e Bianca: Artur (nome fictício para preservar a identidade do personagem), você sabe onde tem uma loja que coloca piercing?
Arthur: Aqui no shopping turfecentro tem.

Ulli e Bianca: Tem certeza Artur? O dinheiro ta contado, e se a gente descer aqui a gente vai ter que ir andando até a Pelinca.
Artur: Eu tenho certeza sim.



Acredito que vocês já devem ter uma noção do que nos aconteceu.
Descemos no shopping turfecentro, rodamos o shopping inteiro e achamos uma loja que tinha escrito bem grande TATTOO e fomos perguntar se era ali e... Não era. Perguntamos se tinha algum lugar por perto que colocava piercing e ele disse: “Bom, tem um aqui mais adiante, e tem outro em frente à Projex Academia”.
A Projex fica – advinha onde? – na Pelinca. Agradecemos o carinha e fomos direto ao trabalho do Artur. Que nos recebeu surpreso e se ofereceu para pagar nossa passagem, mas eu como sou uma pessoa muito boa e idiota, não aceitei.
Fomos caminhando lentamente e chegamos ao tal lugar mais adiante que o cara havia dito.
De longe dava pra ouvir a música do Sidney Magal ecoando pelo recinto.

Resolvi dar uma espiadela e encontrei uma quantidade surpreendente de emos por metro quadrado.
Sinistro.
Senti medo, muito medo. Virei às costas e caminhei em direção a Pelinca. Era chão ein. Esfolei meu pezinho completamente, mas eu pensava a todo o momento que todo aquele sacrifício valeria à pena. Que nada, em frente à Projex não tinha porcaria nenhuma. Um anjo vindo do além nos disse para irmos para o shopping Pelinca Square Center, que sem dúvidas lá tinha a tal loja. Fomos até o shopping, não achamos nada. Fomos para o outro shopping, não achamos nada também e nos mandaram voltar no shopping que tínhamos acabado de sair por que lá tinha SIM, eu e Bianca é que não tínhamos visto. E era verdade. A gente tava tão cansada, tão indignada, que tínhamos passado direto.
Entramos na loja ACABADAS. Cabelo todo bagunçado, suada, maquiagem borrada, morrendo de frio e cansaço, loucas para que aquilo acabasse logo e que pudéssemos voltar para casa, sãs e salvas. A loja era meio hippie sabe? Tinha vários incensos por todos os lados, imagens de Buda à iemanjá, livros de Hinduísmo, e um atendente lindo de morrer que me mandou escolher o piercing que o cara que furaria demoraria só 15 minutinhos pra chegar.
15 minutinhos é o cacete. Esperamos 2 horas e meia e neca de catibiriba.
Já tinha anoitecido, tava chovendo e fazendo um frio do caramba quando o cara chegou. Branco que nem leite, gordo, alto e com o cabelo no ombro meio loiro, não tinha nenhuma tatuagem, nenhum piercing, e uma cara meio estranha. Parecia um neanderthal. Quase morri de medo. Apertei a mão da Bianca com todas as minhas forças e ele furou. Quando terminou ele fez a seguinte pergunta:


Carinha: Vocês estão juntas?
Eu: Aham.
Carinha (com um sorriso no rosto): Há quanto tempo?
Eu: Ahn? Ah, não, a gente é só amiga. HEHEHE


Eu pensei seriamente se ele tinha feito essa pergunta por que eu furei no nariz no lado esquerdo, que era MASCULINO. Mas logo esqueci essa idéia pra não deprimir de vez já que a vontade de seguir os instintos de um avestruz era muito grande.
Mas me segurei, e voltei pra casa com o nariz furado, doendo, sangrando, inchado, e gelado. Levei uma bronca básica da minha mami, por que eu fiz isso tudo escondido, mas estou feliz.
Tomei uma atitude rebelde e não apanhei por isso. Mas eu nunca mais volto naquela loja de tanta vergonha que eu passei.